terça-feira, 23 de junho de 2009

How strong do I still have to be?

"Nunca me abandones", dizias tu.
Chegas subtilmente e num movimento incessante invades-me o coração. Sem receios entrego-me, como nunca tivera feito a
ninguém.
Vivemos tão pouco, mas ao mesmo tempo tanto. "Nunca me abandones"- como se o conseguisse fazer.
O teu olhar, o teu beijo, o teu sorriso, o teu toque… Saberia lá eu que me ias corroer desta maneira. Sofre-se metamorfoses e mutações. Instantaneamente, o meu olhar, já deturpado, não procura o teu.
"Nunca me abandones"- ludibriaste-me bem.
Intermitentemente, penso em ti. Não é o mesmo pensar, de querer e saudade, mas sim de sofrimento. Como é que algum ser humano consegue ser a pessoa mais pueril e egoísta com a pessoa que diz "amar"? Aí está! Não sabes o que é o Amor.
"Nunca mais voltes", digo-te eu.